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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Quem sou eu? Como perdoar?

"Todos nascemos equilibrados a duas tendências: vidya e avidya, o primeiro liberta, o segundo escraviza. Ao longo da vida recebemos influências de todas as partes, e isso forma a nossa personalidade que pode se inclinar a vidya e a avidya. Se não nos conhecermos, jamais poderemos identificar nossas falhas e lutar contra elas."
Resuminho de um trecho de Autoperfeição com Hatha Yoga - Hermógenes

Mas o que isso tem com transtornos de ansiedade?

Segundo os autores Hermógenes e Augusto Cury nossas atitudes, pensamentos e nosso sistema nervoso estão intimamente ligados, e somente estando de bem conosco e com os outros, estaremos mais distantes dos problemas psíquicos.

Então, tendo essa informação resolví observar minhas atitudes durante o dia e percebi que não tenho como estar bem. Logo pela manhã falei negativamente de algumas pessoas, ao longo do dia lembrei de todas as pessoas que não quero aproximação por algum motivo e a lista não é pequena.

Lembrei também de um mestre de chi kung que me ajudou outrora, ele me disse que deveria todas as noites imaginar uma praça onde eu plantaria rosas brancas - se não me engano - então deveria me imaginar tomando banho numa cachoeira e depois deveria voltar a praça e ver todas as pessoas que eu tivesse desavenças e pedisse perdão e perdoasse essas pessoas uma a uma e desse-lhes uma rosa, depois voltasse a cachoeira e tomasse novamente um banho e de volta a praça regasse as rosas.

Todos os caminhos levam a um só: o perdão. Muito embora tenha observado esse, que talvez seja o meu maior defeito, não consigo imaginar como consertar tanta bagunça, a fila de pessoas é grande e meus ressentimentos também. Hoje entendo as simbologias do "exercício do perdão".

Uma amiga me disse quando seu pai morreu: "eu devia tê-lo perdoado". Mas o perdão não se dá somente quando se experessa, é um sentimento ruim que deixa de existir, que vem de dentro. Ela já perdoou .

Não posso ser escrava dos meus ressentimentos, vou retomar meu exercício noturno.

domingo, 9 de outubro de 2011

Controle e confiança

Ontem Maíra, uma amiga muito querida me convidou para uma conversa via skype após às 20h. Eu sempre adorei a noite, a noite me libertava, me fazia criativa, me fazia sonhadora, eu escrevia, pintava, desenhava, via filmes, lia, namorava, enfim. Eu recusei. Eu precisava seguir uma série de rituais que nunca me fizeram passar mal antes, porque assim eu 'posso' não passar mal. Quando disse isso tive vergonha de mim mesmo, o que estou tentando controlar está fora do meu controle, e não adianta eu criar novas rotinas sempre que tudo piora, porque eu sempre vou criar e recriar novas rotinas e jamais terei a certeza quando vou ou não vou passar mal.


"O que está nos ameaçando? Uma ameaça real? Uma avaliação equivocada de nossa capacidade de lidar? Uma catastrofização que exagera a avaliação negativa das consequências de um evento? A repetição de um trauma que não nos abandona?"
Do Controle à Confiança - por Artur Scarpato


Usando o post de Artur Scarpato resolvi fazer uma reflexão. Percebi que não há uma ameaça real que me faça ter certeza de que posso me sentir mal, ou como sempre me pergunta meu terapeuta: que evidências você tem de que vai passar mal? Não tenho evidências reais, não há um perigo iminente de morte, tenho um corpo saudável, não tenho nenhum problema grave de saúde.

"Uma avaliação equivocada da nossa capacidade de lidar?"

Segundo Augusto Cury somos totalmente capazes de sermos diretores de nossa própria psique. Logo, sou a única capaz de não só suportar, mas também dominar meus sentimentos e vencer a ansiedade.

"Uma catastrofização que exagera a avaliação negativa das consequências de um evento?"

Eu queria um alarme que soasse sempre que eu estivesse guiando nessa direção, porque é assim que eu funciono. Suavizar os problemas ao invés de aumentá-los poderia ajudar.

"A repetição de um trauma que não nos abandona?"

Trago alguns inesquecíveis, mas vou fazer uma lista e contar pro meu terapeuta porque tenho a sensação de exorcizar ou fazer com que fatos traumáticos percam a importância ao fazer isso.


"Há uma antítese entre confiança e controle. Quanto menor a confiança maior a busca de controle. Quanto maior a tentativa de controle, menor o sentimento de segurança e confiança."
Do Controle à Confiança - por Artur Scarpato