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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Autosabotagem

Sou igual viciados em qualquer coisa. Sempre arrumo um jeito de permanecer no vício. Meu vício é o controle. Mesmo sabendo que não posso controlar tudo, eu continuo tentando.

Voltei aos velhos hábitos quase sem perceber, e a quem estou tentando enganar? Estou dormindo cedo, para não ter nenhum sintoma ansioso, estou evitando ver tv ou filmes antes de dormir, pra não reviver sintomas de ansiedade por qualquer motivo e até o Autoperfeição com Hatha Yoga deixei de ler, simplesmente porque após ler a palavra "enlouquecer" me senti mal.

Tentei me desafiar e agora estou recuando. E não quero isso, quero o progresso, quero força para fazer isso mudar. Estou tendo dias tranquilos entre um sintoma de ansiedade ou outro, mas estou bem, suportando melhor. E esse é um bom motivo para prosseguir na jornada da cura. Estou frequentando um lugar para ter incentivos positivos, porque sei de muitas coisas, mas vez ou outra esqueço. A lição da semana que eu já sabia, mas não me lembrava mais: "há duas maneiras de passar por uma situação difícil, enfrentando ou se deixando abater", óbvio que a segunda opção é sinônimo de fracasso. Outra lição que tive foi ver a minha tia de batom, cabelos bem penteados e bem vestida num hospital após uma cirurgia. Tenho de retomar minha luta e pensar no meu objetivo, ou este será só um recesso pras crises.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Desafios do controle da ansiedade

O maior, pior e mais difícil de todos os desafios é ter autoconfiança, é acreditar na capacidade que tenho de superar a situação, no momento exato que vai batendo os avisos do corpo.

Hoje foi mais complicado que ontem, porque ontem eu tinha muito afazeres e hoje eu abdiquei deles. Mas não posso acreditar que as causas do meu estado emocional frágil, tenha sido fruto de algo que fiz ou deixei de fazer porque isso é tentar ter o controle.

Ando desafiando o suposto controle que eu acreditava ter: usando a roupa que um dia estava presente quando passei mal numa bela noite, assistindo filmes depois da minha filha ir para cama, ficando acordada até um pouco mais tarde. Sinceramente nada disso me faz anular as sensações ruins, mas me faz perceber que preciso lidar com isso de uma vez por todas, a falta de confiança me faz questionar: vou aprender a viver com isso ou vou me curar disso? Isso faz o blog, as teorias, a espiritualidade, tudo desmoronar e perder o sentido.

domingo, 9 de outubro de 2011

Controle e confiança

Ontem Maíra, uma amiga muito querida me convidou para uma conversa via skype após às 20h. Eu sempre adorei a noite, a noite me libertava, me fazia criativa, me fazia sonhadora, eu escrevia, pintava, desenhava, via filmes, lia, namorava, enfim. Eu recusei. Eu precisava seguir uma série de rituais que nunca me fizeram passar mal antes, porque assim eu 'posso' não passar mal. Quando disse isso tive vergonha de mim mesmo, o que estou tentando controlar está fora do meu controle, e não adianta eu criar novas rotinas sempre que tudo piora, porque eu sempre vou criar e recriar novas rotinas e jamais terei a certeza quando vou ou não vou passar mal.


"O que está nos ameaçando? Uma ameaça real? Uma avaliação equivocada de nossa capacidade de lidar? Uma catastrofização que exagera a avaliação negativa das consequências de um evento? A repetição de um trauma que não nos abandona?"
Do Controle à Confiança - por Artur Scarpato


Usando o post de Artur Scarpato resolvi fazer uma reflexão. Percebi que não há uma ameaça real que me faça ter certeza de que posso me sentir mal, ou como sempre me pergunta meu terapeuta: que evidências você tem de que vai passar mal? Não tenho evidências reais, não há um perigo iminente de morte, tenho um corpo saudável, não tenho nenhum problema grave de saúde.

"Uma avaliação equivocada da nossa capacidade de lidar?"

Segundo Augusto Cury somos totalmente capazes de sermos diretores de nossa própria psique. Logo, sou a única capaz de não só suportar, mas também dominar meus sentimentos e vencer a ansiedade.

"Uma catastrofização que exagera a avaliação negativa das consequências de um evento?"

Eu queria um alarme que soasse sempre que eu estivesse guiando nessa direção, porque é assim que eu funciono. Suavizar os problemas ao invés de aumentá-los poderia ajudar.

"A repetição de um trauma que não nos abandona?"

Trago alguns inesquecíveis, mas vou fazer uma lista e contar pro meu terapeuta porque tenho a sensação de exorcizar ou fazer com que fatos traumáticos percam a importância ao fazer isso.


"Há uma antítese entre confiança e controle. Quanto menor a confiança maior a busca de controle. Quanto maior a tentativa de controle, menor o sentimento de segurança e confiança."
Do Controle à Confiança - por Artur Scarpato